X-Men Evolution não foi apenas mais um desenho animado; a série se tornou um verdadeiro marco cultural, especialmente no Brasil, onde as tardes de TV aberta garantiram uma legião de fãs que carregam essa nostalgia até hoje. Com uma pegada que misturava dramas escolares, dilemas da adolescência e combates sobrenaturais, a animação humanizou os mutantes de um jeito único. Para quem quer refrescar a memória ou entender como a dinâmica do Instituto Xavier mudou ao longo dos anos, preparamos um mergulho no que rolou de mais importante em cada fase dessa jornada.
Primeira Temporada: o recrutamento e a sombra de Magneto
Tudo começou estabelecendo o básico, mas com estilo. De um lado, tínhamos o núcleo veterano formado por Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Wolverine e o Professor Xavier. Do outro, a série foi, aos poucos, trazendo rostos que se tornariam favoritos do público: o carismático Noturno, a tímida Lince Negra, a complexa Vampira e o novato Spike.
Ao longo de treze episódios, a trama não ficou só na superfície. Vimos Noturno encarar a verdade sobre sua origem biológica, Wolverine caçar fragmentos do seu passado e Vampira finalmente abandonando a Irmandade para se unir aos heróis. Por falar neles, a Irmandade de Mutantes — composta inicialmente por nomes como Groxo, Avalanche e Blob — servia como o contraponto perfeito no dia a dia em Bayville. O que ninguém esperava era que Mística fosse apenas uma peça em um tabuleiro muito maior. O final da temporada revelou Magneto como a mente por trás de tudo, culminando no confronto icônico no Asteroide M. Foi lá que Scott e seu irmão Alex passaram pela máquina de evolução, ganhando aquele visual clássico de cabelos brancos e um controle temporário e devastador de seus poderes antes da destruição da base espacial.
Segunda Temporada: novas caras e a ascensão de ameaças ancestrais
A sequência da série elevou a aposta. Com a chegada do Fera como professor, o grupo ganhou mais intelecto e força bruta. Mas o perigo também cresceu: descobrimos que os vilões dados como mortos no Asteroide M estavam bem vivos. Mística, movida por seus próprios interesses, infiltrou-se no cotidiano dos alunos sob o disfarce da estudante Risty Wilde, conseguindo roubar arquivos cruciais do Cérebro.
Essa invasão permitiu o surgimento de uma das mutantes mais instáveis e poderosas da história: Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate. Ao lado de seu irmão Mercúrio e da Irmandade, ela impôs derrotas amargas aos X-Men. No entanto, o verdadeiro terror começou a ser desenhado nas sombras quando o telepata Mesmero entrou em cena. Ele deu início ao plano para abrir as três portas que libertariam o mutante ancestral Apocalipse, preparando o terreno para o que viria a ser o arco mais épico da animação.
O futuro da franquia: X-Men ’97 e o prelúdio nos quadrinhos
Enquanto a nostalgia de Evolution segue viva, o universo mutante na animação está mais vibrante do que nunca com o sucesso de X-Men ’97. Para os fãs que estão ansiosos pela segunda temporada no Disney+, a Marvel anunciou uma novidade importante: uma minissérie em quadrinhos de cinco edições que servirá como prelúdio oficial para os novos episódios.
Escrita por Steve Foxe com arte de Salva Espin, a HQ X-Men ’97: Season Two promete não pegar atalhos. Segundo os criadores, a história vai explorar diretamente o gancho colossal deixado no final da primeira temporada, onde a equipe foi espalhada pelo tempo após o trágico “Dia da Extinção”. O objetivo é mostrar o que aconteceu com os membros que ficaram para trás em um mundo que continua a odiá-los e caçá-los, além de introduzir novos personagens e equipes que serão essenciais na série de TV. É um material indispensável para quem quer chegar na nova temporada com todas as peças do quebra-cabeça no lugar.
