Mãe denuncia preconceito sofrido por filha deficiente em escola pública

Mãe denuncia preconceito sofrido por filha

Usar as redes sociais para denunciar o que está acontecendo de errado é algo que vem se tonando cada vez mais comum, e foi essa a única maneira que uma mãe de Brasília encontrou para falar do preconceito sofrido por filha deficiente.

A moradora de Brasília é mãe de Ana Luiza uma garotinha que tem atraso na aprendizagem por conta de uma deficiência mental, ela decidiu matricular a filha nessa escola pública de Brasília porque o colégio dizia trabalhar com pedagogia inclusiva, e não imaginava o preconceito pelo qual a filha iria passar.

A mãe de Ana Luiza emociona com um longo depoimento denunciando o preconceito sofrido por sua filha, que foi deixada de lado durante uma foto tirada da turma, a publicação da mulher nas redes sociais viralizou e em poucas horas tinha milhares de compartilhadas.

Leia o relato completo de Ana Luiza

“Tá vendo essa menina no cantinho da foto com cara de triste? É minha filha, Ana Luiza. Sabe por que ela está ali, triste no cantinho? Porque as meninas da turma dela não deixaram e não quiseram estar do lado dela na foto.

A Ana Luiza tem deficiência mental, o que atrasa sua aprendizagem e faz ela parecer que é mais nova do que parece, embora possa ter futuramente uma vida normal dentro de suas limitações. Ela estuda numa escola pública que trabalha na forma de INCLUSÃO para crianças com deficiência.
Ou deveria dizer forma de EXclusão?

Esta não é a primeira vez que ela passa por este tipo de situação este ano. No começo do ano ela cortou a franja sozinha porque disse que queria ser bonita como a amiga que não a deixava brincar e ser da turma delas, por exemplo.

A Ana é uma menina doce e amiga. Adora cantar e dançar, é amorosa. Eu sempre soube que crianças são cruéis… sempre soube. Mas me pergunto: O que os pais dessas crianças cruéis ensinam a elas? O que esses pais ensinam a essas crianças sobre tratar as pessoas, independente de sua situação física ou mental?

O professor infelizmente não estava presente no momento da foto, e nada pode fazer. O responsável que tirou a foto infelizmente tinha menos sensibilidade que o normal para ter permitido está situação ou sequer se importar e seguir a diante com a foto.

Eu estou e fico muito triste de ver que minha filha ainda irá passar por esta situação neste mundo cruel. Mas a intenção do texto é pedir que ensinem ao seus filhos a tratar as pessoas, independente de sua situação mental ou física. Ensinem seus filhos a amar, ser sensível, doce, como a Ana é.

Eu lamento muito que minha filha tenha passado por isso, mas lamento mais ainda pelas crianças que fizeram isso. Penso que tipo de adulto serão, que tipo de profissionais serão, que tipo de pais serão…”

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